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Adeus Partida Pesada: Upgrade na VW Brasília 1979

2026-08-20 · PT18M9S · 5K visualizações

ElétricaMotor

Adeus Partida Pesada: Upgrade na VW Brasília 1979. A Brasília ficou mais de quatro meses parada porque o motor de arranque original quase...

Ferramentas utilizadas

Peças citadas/utilizadas

Notas do procedimento

Troca do motor de arranque da VW Brasília 1979 pelo modelo com planetária (redução) da Kombi 1.4 Flex injetada, com o carro parado havia mais de quatro meses. O diagnóstico começa eliminando as causas fáceis: a bateria Moura foi carregada por duas tardes e mostrava o visor verde, e o aterramento e a tensão nos terminais foram conferidos como corretos, o que apontou o próprio motor de arranque como culpado. A remoção exige apenas dois pontos de fixação: o parafuso superior, cuja porca fica dentro do cofre do motor sobre a caixa de câmbio (chave 17 mm), e a porca com arruela na parte de baixo, num prisioneiro do câmbio; atrás ainda saem o cabo positivo e o terminal de sinal (chave 13 mm). O parafuso superior original tem um corte que encaixa num rebaixo do arranque e impede o parafuso de girar, dispensando uma segunda pessoa segurando a chave enquanto se aperta a porca por dentro do cofre. No teste de bancada, alimentado por uma bateria de Gol e monitorado com multímetro, o arranque original VAPSA (datado de maio de 1979) apenas lançava o bendix para fora e derrubava a tensão a zero ao fechar o contato de sinal, sem girar — indicando curto interno. O substituto veio do Mercado Livre por R$ 388 (já visto por R$ 338), com etiqueta Bosch que o próprio autor considera provavelmente falsificada, e ele assume a compra como peça chinesa, priorizando vendedor com garantia e boas qualificações. O arranque novo é mais curto e bem mais leve, mantém os nove dentes do pinhão, o diâmetro do pescoço e a posição dos parafusos, mas não traz o pino com bucha de bronze que se apoia na caixa — ausência que pode até dar sobrevida quando a sede na caixa está danificada — e não tem o rebaixo antigiro do parafuso original. A adaptação para isso foi comprar um parafuso cabeça Allen M10 x 120 de R$ 6, recortar um template em papelão para transferir o desenho a uma arruela grande e soldá-la ao parafuso com a máquina V8 195i (após limpar com disco flap), criando uma trava antigiro; o conjunto recebeu tinta para não enferrujar. O autor reforça que a classe de dureza do parafuso deve ser igual ou superior à original — 8.8 — nunca abaixo, e que quem não quiser soldar pode simplesmente usar parafuso sextavado ou Allen e pedir a alguém para segurar a chave por baixo. A segunda adaptação é elétrica: o carro tem conector spade reto e o arranque novo usa terminal olhal, resolvido com um cabinho curto de adaptação (mais uma arruela travante na porca do sinal), preservando o conector de sinal original da Brasília; a intenção futura é trocar só a ponta do chicote por um olhal. Na instalação, feita deitado sob o carro e com óculos de proteção, o motor de arranque se apoia num prisioneiro fixo. No teste final, com o pé no acelerador para manter as borboletas do carburador abertas, o motor girou visivelmente mais rápido; o carro não pegou na primeira tentativa por dúvida sobre combustível nas cubas após os meses parado, mas o ganho de rotação foi evidente e o resultado considerado muito bom. O autor compara com o mesmo upgrade já feito na S10, que resolvera partida pesada com motor quente, e credita a indicação ao canal Garagem DNG (Diego), que detalha a adaptação. Conclusão prática: serviço simples de fazer em casa, mais fácil que instalar ignição eletrônica, e a busca recomendada no Mercado Livre é por motor de arranque de Kombi 1.4 Flex de nove dentes.

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